segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ainda sobre o mesmo saco:

- no final ela tira os óculos e chora um rio de lágrimas. expõe todo o suor que conteve, quer dizer, que não lhe possibilitaram suar. no final ela se mostra viva. dentro da memória dele? chorava enquanto ele dizia? chorava enquanto ele a abraçava e ela não se movia? sentia.

- são janelas. muitas janelas de uma só CASA. o problema da CASA. "Era uma doença da Casa" - Bracher. Todos na casa lidando com finitudes diárias. pequenos e grandes fins que geram recomeços. o ato de ser arrebatado todos os dias.

- um espetáculo de "ous".

- ruínas. fragmentos. grandes discursos. pequenos objetos. maquinário cênico.

- momentos de cumplicidade. a CASA se desdobrando em espaços sagrados. o arrebatamento dos cantos. o movimento das portas. as beiradas da cama.

- o café acabou. é um fim. o café acabou e ela dança mesmo sem o pó.

anotações.
uma luz.
por favor, um carinho.

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