segunda-feira, 26 de setembro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

foi assim:

o RIR levou meu riso.

Manaus

De perto ele é bem diferente do que eu imaginava. Nem mais bonito, nem mais feio. Diferente. O maior sorriso do mundo, que muitas vezes vi registrado em fotos, dá lugar a um semblante sério e bem humorado. De uma ironia fina com um dos olhos mais fechados do que o outro. Tem um corpo calmo, se move com facilidade e requebra com rítmo. É liso. Faz comentários pertinentes e tem um perfume bonito.

domingo, 18 de setembro de 2011

Domingo.

Carnaval dentro de mim.


para não esquecer: o compomisso do ator-autor não é com a verdade, mas com a melhor ficção que cria de si mesmo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ventilador de teto

eu penso no dia em que você não vai precisar ir embora.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Terça-feira de feriado.

O bom mesmo é ter alguém deitado, na cama, ao seu lado. O bom mesmo é esse mesmo alguém gostar do seu corpo, das suas curvas e espasmos. O bom mesmo é levantar no meio da noite, trabalhar um poquinho, e ter a certeza de que esse mesmo alguém lhe espera no lugar onde o deixou. O bom mesmo é dançar os olhos pela estante do quarto, selecionar um livro dos prediletos e ler, versos para esse alguém. O bom mesmo é cortar as unhas dele, ir a padaria e preparar o lanche. O bom mesmo é ter doce de leite, coca-cola e cigarro. Tudo, tudo ao alcance das mãos para que não seja preciso levantar, desgrudar a pele. O bom mesmo é luz baixa, cobertor quentinho, filme na tv e revista de palavra cruzada. Para fazer junto, é claro. O bom mesmo é dividir angústias, fofocar, escolher roupa, cantar baixinho. O bom mesmo é namorar com os pés, disputar lençol e atenção com o noticiário. O bom mesmo é tornar público, sair para a rua com o rosto em forma de denúncia: amou. O bom mesmo é não ter medo da cor, do cheiro e da fome. O bom mesmo é saber que as horas passam, mas não tarda muito ele chega. O bom mesmo é ter bicho de estimação, planejar o nome dos filhos, dos amigos e a casa nova. O bom mesmo é tomar café e poder ter o luxo de jantar em casa, todos os dias. O bom mesmo é picolé de maracujá, pós-praia de domingo ao lado, atender o entregador de pijama e desejar bom dia as 19:00 horas. O bom mesmo é ter um espacinho, reunir os amigos, jogar conversa fora, bebericar coisas coloridas e bonitas, beliscar pequenos e gordurosos e não lavar a louça porque a Vilma vem amanhã. O bom mesmo é retornar para aquele mesmo livro, do ponto onde se parou, e continuar a viagem ao lado, fazer comentários, sublinhar, repetir frases, escrever no espelho aquilo que leu e que, no momento, achou a coisa mais bonita do mundo. O bom mesmo é andar pelado, acordar e dormir pelado. O bom mesmo é beijo de boa tarde, ligação inesperada, passar para buscar na saida da universidade. O bom mesmo é poder conversar sobre trabalho em casa, dividir o processo, o medo e a vontade. O bom mesmo é planejar viagem, reservar felicidades e alegrias, mesmo que clandestinas. O bom mesmo é pintar as parades quando der vontade, latir e terminar de brigar rindo. O bom mesmo era que tudo isso fosse verdade. Eu sinto saudade assim, inventando.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Canavarro

Alguém me falou esses dias uma pergunta de criança que não consigo mais tirar da cabeça: "Para onde vão os dias que passam?". Lembrei de algumas coisas, ou lembrei de tudo. Lembrei de você. Beijo, Lucas.

Doce alegria.

"Você existe tanto!", eu recebi hoje por mensagem no celular. Que bom. É bom saber que, de um jeito ou de outro, você construiu algo e que este algo cresce em movimento constante. É bom saber que reverbera, que não pára em você e segue como que...flutuando. Que bom.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Outra vida.

me sinto pequeno. me sinto grande. quero falar. não quero falar. prefiro que vejam. prefiro que não vejam. mas se virem quero que comentem. só sei conversar, trocar. quando falo do meu trabalho, falo de mim. falo dos afetos e das pessoas que me cercam. falo das minhas vontades, do medo, do terror e da experiência (como vivência). falo das noites sem dormir, dos intermináveis ensaios e das esperadas criações. falo do momento mágico e difícil que é parir poesia. falo também de ver o filho crescer, educar, dosar a mão e sobre ser flexível. falo de mim.